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Inaugurando o Espaço das Artes da UNICSUL - 
Unidade Jardim Anália Franco   -   Av. Regente Feijó, 1295

de 1 a 15 de Outubro de 2002

                                                                                                                                                                                                   

Tudo na vida se movimenta, de um jeito ou de outro. Depende do espaço, depende do tempo.
Velocidade ou lentidão são movimentos aplicados ao tempo, tendo o som e a música como máxima expressão.
Num espaço físico o movimento agita, tira coisas do lugar, mexe, quebra a solidez e a estabilidade, em maior ou menor grau. O mesmo ocorre num espaço psíquico, subjetivamente, levando-nos à inspiração e à transformação, ou à insegurança e ao desequilíbrio.
Os Movimentos Estéticos abraçam espaço e tempo, indicam estilos: uma obra pode expressar mais fortemente as emoções, como no Expressionismo, ou mais fortemente a razão, como na Op Art, frutos do século XX.
Há ainda o movimento visual que, através de linhas, pontos, superfícies ou cores, em seqüências rítmicas ou em contrastes, confere dinâmica às obras bi ou tridimensionais.
Refletir sobre o tema, buscar significações no nosso cotidiano e pesquisar materiais, foram a base dos caminhos percorridos por estes artistas durante os últimos três meses. A variedade destes produtos confirma os enfoques: a feminilidade nos tecidos; desenhos como intervenção; pinturas gestuais; esculturas contemplativas em materiais nobres ou reaproveitáveis; espelhos reveladores; os contrastes nos arames ondulantes ou farpados; as profundezas em tubos de pvc; gavetas e fragmentos do tempo; quadrinhos extraídos do cotidiano; colcha de “recordações”;  móbiles; limalha de ferro; e outros.
Os trabalhos são, como diz Fayga Ostrower,  “mediadores entre a experiência subjetiva e a conscientização dessa experiência”.
                                                                

                                                                                                                           Zilpa
Magalhães, Curadora
 

Participantes:




Adriana F. Oliveira
apresenta um trabalho interativo com imãs na parte inferior da bandeja, que podiam atrair a limalha de ferro e formar imagens que compunham ou anulavam o desenho feito pela artista na própria chapa de metal




Alexandra Ticiano com "O Esconderijo", traz em suas gavetas os guardados do passado, as necessidades do presente e a ansiedade do futuro. 






Camila Meneguello  afez "Geração", um móbile com plástico, arame e cola quente, revelando as formas genéticas que produzem o movimento da vida.






Caroline Bassi, estudou a história da sua família relacionando o elo sanguíneo com os entroncamentos que o metal possibilitava fez então "Famiglia" e "Enlaçados".

     




"Marcas do Tempo, Alinhavados da Alma" Ciça produziu monotipias cujas as impressões foram obtidas a partir do contato da pele de idosos com quem trabalhava, montando um sudário.




Cris André trabalhou a partir do tema "Loucura". Para isso criou uma forma humana com gaze gessada e fragmentada. Os pedaços em torno da figura principal sugerem o seu recomeço.




Denise Florentino interfere com desenhos sobre chapas radiográficas, propondo um movimento novo. "Social" contraria a sequencia natural dos registros radiográficos.




Edílvia Gomes, brinca com o movimento das linhas, utilizando materiais artesanais. Enquanto desenvolvia suas monotipias, a artista praticava movimentos lúdicos e livres como se tivesse empinado uma pipa.




Glória Guimarães registra com metal e arame, a sua experiência de ultrapassar os limites impostos pelo mar, quando veio de Portugal. Um ritmo quase sonoro repete os mesmos sonhos de seus antepassados.




Ione Munhoz nos remete ao fundo do mar, com caminhos escuros e novas direções. Para isso introduziu em torno das paredes internas de tubos de PVC, que eram observados através de espelhos localizados no fundo destes mesmos tubos.




João Toledo, explora o tema com a dualidade Masculino-Feminino em "Opostos Iguais", vistos em planos opostos, mas que se alinham quando mudamos o ângulo de observação, em registros gestuais.




Leila BE em "Trans Forma Som", traz uma visão holística do movimento, com a sonoridade do arco-íris e as cores do som, em  múltiplas direções.

 



Luciana Lorente é arquiteta e recorta imagens de seu cotidiano profissional para um sonho metalinguístico. A artista cria desenhando partes de construções e as organiza como uma partitura rítmica.

 



Melissa Vilas Boas, entrelaçou muitos metros de arame, emaranhados, com idas e vindas complexas, mas que no final a plasticidade do nylon fez brotar "Saídas" orgânicas

 



Neusa D´Onofrio monta "Memórias" uma instalação tripartida, com pontos de observação em vários ângulos. A artista confeccionou cada detalhe usado.

 



Paula Raisa distribuiu vários espelhos embaçados com parafina num painel. Mas esse mosaico "Você", negou o reflexo físico, trazendo lembranças, pedaços de memória.

 



Robertha Mano trabalhou uma colcha de lembranças. "Consequencias da Vida" traz registros de adolescência, preferências musicais, poéticas e formais.

 



Sandra Giovanetti construiu "movimento" um objeto com sucata de materiais associados à movimentos físicos, que convida a interação, mas que, pela fragilidade, logo nos afasta. As relações formais desenvolvem-se em plena harmonia tridimensional.

 



Simone Finardi valorizou contrastes: materiais duros e flexíveis, textos fragmentados, suporte de metal frio com tons terrosos. Num gesto expressionista "Paula" atrai o observador para o chão.

 



Sthefany Leal
deu uma interpretação cinemática ao tema, desenvolvendo quadrinhos que contam seu cotidiano, agrupados em tiras de papel. Cada uma das tiras de "Rotina" contam uma história com bastante significado.

 



Tereza Rosolem fez uma escutura com gase gessada e arame, materiais bem leves para ganhar espaço sem a necessidade de uma base bem sólida. Os contornos de "Caminhos da Vida" foram inspirados na figura de um dragão chinês (Panku).

 



Valentim Maia aproveitou seus conhecimentos de engenharia para desenvolver uma peça de movimento explícito.











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